... Acho que essa palavra descreve bem o que tenho sentido durante a semana corrente. Fazia tempo que eu não sabia o que era ter um sorriso morando no meu rosto; Meus músculos faciais não têm mais vontade própria, quando eu menos espero lá está ele com uma expressão radiante que chega a dar inveja a mim mesma.
Eu já estava convencida que o romantismo tinha morrido pra sempre e que todas as pessoas desse planetas já eram adeptas à instantânea liquidez, de Zygmund Bauman. Já havia me conformado que qualquer relacionamento afetivo comigo nunca chegaria a tornar-se amoroso. Mas agora reavivaram-se as esperanças.
A relutante em subir na torre está redescobrindo a importância do carinho e a delícia de um abraço. De dormir ao lado e acordar realizada.
Apesar de tudo ainda há o medo de o sonho sublimar-se tão facilmente e tão rapidamente, assim como iniciou.
Prefiro acreditar que seja sonho, pois assim será mais fácil ao acordar.. Mas enquanto isso, o músculo involuntário pulsa pelo próximo capitulo.
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inutilidade adolescente, pra quem nao tem o que fazer e precisa só ter um espaço pra falar o que quiser sem se preocupar com absolutamente nada, onde possa desabafar, questionar, merdificar e inexistir.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
pairando
emoções flutuando por mim toda.
Só pra aliviar, as letras me confortam.
Mantendo contato comigo mesma, a comunicação falha. A linha de conexão precisa ser renovada, está tudo muito embaralhado...
mas lá, ao além, vejo uma paz, querendo tomar conta. Espero que tome espaço e se sinta em casa.
Sem mais, bom silêncio.
Só pra aliviar, as letras me confortam.
Mantendo contato comigo mesma, a comunicação falha. A linha de conexão precisa ser renovada, está tudo muito embaralhado...
mas lá, ao além, vejo uma paz, querendo tomar conta. Espero que tome espaço e se sinta em casa.
Sem mais, bom silêncio.
sábado, 17 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Azul pérola
Era setembro, Rafa e Tainã completariam um ano desde que se viram pela primeira vez. Tainã se mudara pra vila Giannabur com a família, por motivos de trabalho do pai. Instalaram-se num casarão secular na rua da cafeteria mais antiga da cidade, da qual a família Giocondo era proprietária há mais de três gerações.
Rafa Giocondo e Tainã Mieckal, apesar de vizinhos, sõ se conheceram uma semana após a mudança dos Mieckal, quando começaram as aulas de história da arte no centro cultural municipal, localizado numa praça circular representando o centro da vila. Com um mês de convivência, Rafa e Tainã aumentaram a frequência de seus encontros e passaram a se reunir na cafeteria dos Giocondo a fim de discutir o livro da vez. Após um semestre, começaram a visitar a casa da música semanalmente.
Naquela noite não haviam programado nada, mas, inexplicavelmente, ambos saíram aos respectivos portões e, como se partilhassem do mesmo pensamento, o bater dos portões compuseram um uníssono e , ao se virarem, surpresos mas ao mesmo tempo eufóricos, viram-se à uma proximidade que lhes permitia o tocar dos lábios com um mínimo movimento, se não lhes faltasse coragem, e podiam quase ouvir as batidas no peito abafando o silêncio dos sonhos. Começaram a passear pela cidade em busca de um lugar tranquilo onde pudessem ficar a sós. Como a vila era pequena e ambas as famílias eram conhecidas, qualquer lugar não era suficiente. Após algumas horas de andada, enfim cansados, encontraram uma grande grade denunciando a silhueta de um portão antigo. Notava-se ainda um vestígio de tinta azul entre as ferrugens e por trás daquela relíquia via-se um caminho gramado que levava à uma capela abandonada.
Já era tarde, passava das duas da matina quando resolveram explorar o novo refúgio. Tudo ali os encantava, nos murmúrios da noite, a lua iluminava um belo campo florido junto à cruzes e poucas fotos corroídas esquecidas próximas ao túmulo, fotos de dias felizes, retratos de lembranças alheias.
Ali, entre silenciados epitáfios, suspiros do vento acariciavam lágrimas de arrependimento e saudade enquanto um casal de jovens desvendavam nos mistérios de um cemitério o romantismos das vidas cansadas. Em uma rocha húmida, sentaram-se e dispuseram-se a falar sobre o passado futuro daquelas existências de areia desvanecidas em poeira. A desexistência daqueles corpos jazidos em terra, datas, nomes e dedicações traduziam informações inúteis, falsos triunfos de vidas fúteis. Histórias grandiosas despistavam o amor. Dentro dos corpos inocentes, hormônios e sinapses despertavam incertezas mescladas ao forte desejo.
A partir de então, um novo costume se adaptou à rotina. O tempo parecia ter-se esquecido de sua função a fim de se deliciar observando aquelas almas puras descobrindo-se amantes. Algumas vezes pegava carona na brisa e dava voltas e loopings no ar até chegar próximo e tentar alcançar os rostos de veludo. Diante dessa brincadeira, os astros se ocuparam do cargo, pois em algum momento não se via mais a luz prateada e uma pincelada rosa alaranjada, acima da grande colina, surgiu.
Da brisa fez-se ventania, anunciando a partida. E do carinho fez-se paixão, eternizando aquele momento num enlace, moldando suas mãos, uma na outra, encaixando-se como um quebra-cabeça e poupando mais duas vidas da existência vã.
Rafa Giocondo e Tainã Mieckal, apesar de vizinhos, sõ se conheceram uma semana após a mudança dos Mieckal, quando começaram as aulas de história da arte no centro cultural municipal, localizado numa praça circular representando o centro da vila. Com um mês de convivência, Rafa e Tainã aumentaram a frequência de seus encontros e passaram a se reunir na cafeteria dos Giocondo a fim de discutir o livro da vez. Após um semestre, começaram a visitar a casa da música semanalmente.
Naquela noite não haviam programado nada, mas, inexplicavelmente, ambos saíram aos respectivos portões e, como se partilhassem do mesmo pensamento, o bater dos portões compuseram um uníssono e , ao se virarem, surpresos mas ao mesmo tempo eufóricos, viram-se à uma proximidade que lhes permitia o tocar dos lábios com um mínimo movimento, se não lhes faltasse coragem, e podiam quase ouvir as batidas no peito abafando o silêncio dos sonhos. Começaram a passear pela cidade em busca de um lugar tranquilo onde pudessem ficar a sós. Como a vila era pequena e ambas as famílias eram conhecidas, qualquer lugar não era suficiente. Após algumas horas de andada, enfim cansados, encontraram uma grande grade denunciando a silhueta de um portão antigo. Notava-se ainda um vestígio de tinta azul entre as ferrugens e por trás daquela relíquia via-se um caminho gramado que levava à uma capela abandonada.
Já era tarde, passava das duas da matina quando resolveram explorar o novo refúgio. Tudo ali os encantava, nos murmúrios da noite, a lua iluminava um belo campo florido junto à cruzes e poucas fotos corroídas esquecidas próximas ao túmulo, fotos de dias felizes, retratos de lembranças alheias.
Ali, entre silenciados epitáfios, suspiros do vento acariciavam lágrimas de arrependimento e saudade enquanto um casal de jovens desvendavam nos mistérios de um cemitério o romantismos das vidas cansadas. Em uma rocha húmida, sentaram-se e dispuseram-se a falar sobre o passado futuro daquelas existências de areia desvanecidas em poeira. A desexistência daqueles corpos jazidos em terra, datas, nomes e dedicações traduziam informações inúteis, falsos triunfos de vidas fúteis. Histórias grandiosas despistavam o amor. Dentro dos corpos inocentes, hormônios e sinapses despertavam incertezas mescladas ao forte desejo.
A partir de então, um novo costume se adaptou à rotina. O tempo parecia ter-se esquecido de sua função a fim de se deliciar observando aquelas almas puras descobrindo-se amantes. Algumas vezes pegava carona na brisa e dava voltas e loopings no ar até chegar próximo e tentar alcançar os rostos de veludo. Diante dessa brincadeira, os astros se ocuparam do cargo, pois em algum momento não se via mais a luz prateada e uma pincelada rosa alaranjada, acima da grande colina, surgiu.
Da brisa fez-se ventania, anunciando a partida. E do carinho fez-se paixão, eternizando aquele momento num enlace, moldando suas mãos, uma na outra, encaixando-se como um quebra-cabeça e poupando mais duas vidas da existência vã.
sábado, 12 de junho de 2010
Dia dos namorados
Puuuts grilla! Mais um dia 12 alone.. haha é bom até né (nessas horas aceitar é a melhor forma de lidar com a situação não é mesmo? haha)
Bom, estou feliz comigo mesma, isso é importante. O caso é o seguinte: Já me dei um chocolate Talento, hmmm, bom demais!! E o meu presente principal aproveitarei hoje às 10h, IMPROVÁVEL, um espetáculo provavelmente bom! haha, eu espero mesmo que seja... esperei muito por ele :D Ahh, e hoje tenho duas festas dos solteiros .o/// UHUL! hahaha
É isso ai, felicidades à todos, solteiros ou namorados. Por aqui fico.
PS: hoje eu até queria criar uma historinha legal e tudo o mais... mas estou MESMO sem inspiração, então, foda-se ;] (ou quem sabe mais tarde..)
Bom, estou feliz comigo mesma, isso é importante. O caso é o seguinte: Já me dei um chocolate Talento, hmmm, bom demais!! E o meu presente principal aproveitarei hoje às 10h, IMPROVÁVEL, um espetáculo provavelmente bom! haha, eu espero mesmo que seja... esperei muito por ele :D Ahh, e hoje tenho duas festas dos solteiros .o/// UHUL! hahaha
É isso ai, felicidades à todos, solteiros ou namorados. Por aqui fico.
PS: hoje eu até queria criar uma historinha legal e tudo o mais... mas estou MESMO sem inspiração, então, foda-se ;] (ou quem sabe mais tarde..)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Paixonite
Conversas distraídas levam somente à sua expressão.
Entre tantos rostos somente o seu me prende a atenção.
Sua face congela, o tempo para.
Diante a todas as 'objetividades' a semelhança encanta e desafia.
Certeza e dúvida, "poderei eu um dia?".
Ainda serei a sra. de suas histórias e um dia o nosso entrelaço te deixará saudoso da divindade dos acontecimentos passados. Um dia...
Entre tantos rostos somente o seu me prende a atenção.
Sua face congela, o tempo para.
Diante a todas as 'objetividades' a semelhança encanta e desafia.
Certeza e dúvida, "poderei eu um dia?".
Ainda serei a sra. de suas histórias e um dia o nosso entrelaço te deixará saudoso da divindade dos acontecimentos passados. Um dia...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
resposta ao amigo poeta
O sentimento atrapalha a lucidez e confunde a elaboração das ideias. O sentimento se prende ao indivíduo e o que emana do seu sorriso não corresponde ao que sai de sua caneta. Não por falta de inspiração, mas por excesso de bombardeios sentimentais.
Por isso, poeta ama o amor. Imagina-o, projeta-o, descreve-o e mostra-o ao mundo. Rasga o peito e descama a carne viva, crua. Não obstante, ele permanece ali, inalcansável, inatingível, utópico, perfeito.
"Sou poeta e não aprendi a amar".
Como um sopro
Fazia um belo dia lá fora mas Amanda, acostumada a ver sua vida passar atrás de uma janela já não se abalava tanto ao ver sorrisos rolando no verde vivo do gramado. Do seu quarto, a altura lhe permitia uma paisagem privilegiada com vista pra masmorra, e esse era um dos seus consolos. As vezes observava o moita de espinhos e seu habitante, um esquilo que chegara ali aproximadamente na mesma época que a levaram pra lá, outras, sentada na cama, diante do vidro que a separava do resto do mundo, admirava as andanças pelos corredores. Haviam ali tantas vidas quanto mortes. Desfrutava-se em imaginar rotinas, eram como enigmas com as capas semi abertas, aguardando o momento da leitura. Uma mulher que passara rápido mais de uma vez por turno, tinha os cabelos sempre em um coque alto, mal preso, deixando alguns fios lhe escaparem caindo ao rosto frágil. Hoje, deduzia, ela chegaria tarde em casa, ainda preocupada com alguns laudos, poria na vitrola algo clássico e leve, no coração, o pesar insustentável. Enfiaria-se numa banheira espumada e tentaria lembrar se algo faria sentido. Afogaria-se nos sonhos esquecendo-se que não longe uma flor exalava seu frescor a espera de seu apreço.
Desde dezembro sua enfermidade a prendera em um quarto branco de hospital e a privara do contato com seus amigos. Familiares utilizavam da desculpa para diminuir a frequência das visitas mas os presentes vazios não acobertavam o verdadeiro desgosto da recente decepção. Amanda ainda não compreendia tudo aquilo, na verdade, a incredulidade fora pela reação exagerada de pessoas inesperadas. Tanta hipocrisia e desamor não poderia ser fato. Não deveria se iludir mas outra saída não havia. Já sozinha, seus atos perdiam a essência e de seu olhar esvaia-se o brilho.
Cessaram-se as visitas e, cansada, deitou-se na velha maca, olhou mais uma vez para o quarto vazio, assim como sua alma, e, como um soneto simples, em meio à confusão que se fazia próximo a seu corpo, o sorriso de Amanda se foi. Passou pela moita de espinhos, observou pela ultima vez o esquilinho (agora de perto) e caminhou na mesma direção, em busca de enfim, sua real liberdade.
Desde dezembro sua enfermidade a prendera em um quarto branco de hospital e a privara do contato com seus amigos. Familiares utilizavam da desculpa para diminuir a frequência das visitas mas os presentes vazios não acobertavam o verdadeiro desgosto da recente decepção. Amanda ainda não compreendia tudo aquilo, na verdade, a incredulidade fora pela reação exagerada de pessoas inesperadas. Tanta hipocrisia e desamor não poderia ser fato. Não deveria se iludir mas outra saída não havia. Já sozinha, seus atos perdiam a essência e de seu olhar esvaia-se o brilho.
Cessaram-se as visitas e, cansada, deitou-se na velha maca, olhou mais uma vez para o quarto vazio, assim como sua alma, e, como um soneto simples, em meio à confusão que se fazia próximo a seu corpo, o sorriso de Amanda se foi. Passou pela moita de espinhos, observou pela ultima vez o esquilinho (agora de perto) e caminhou na mesma direção, em busca de enfim, sua real liberdade.
domingo, 30 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Lapso
Uuuufa, arrumação exaustiva!
Joguei mil coisas inúteis fora. é muito bom se libertar de bagulhos, não e mesmo??!!
Minha casinha ta fofissima, móveis da fazenda vendida, nostalgia...
Ah! ganhei um manequim masculino pro meu quartoo! hahaha já o vesti com chapéis e bolsas. Emannuel ate sugeriu que vestíssemos-lo com cueca velha e sutiã! ia ficar shooow, né nao, diga aí?
A melhor parte foi quando meu pai chegou, saltei dizendo: "Paai, vem ver meu novo amigo, lá no quarto!" hahahahahaha Empalideceu o coitado...
São bons esses momentos que vemos a familia reunida, brincando, ouvindo musica, dançando e trabalhando. Que delícia!
...isso é alegria, isso é amor, minha gente.
Joguei mil coisas inúteis fora. é muito bom se libertar de bagulhos, não e mesmo??!!
Minha casinha ta fofissima, móveis da fazenda vendida, nostalgia...
Ah! ganhei um manequim masculino pro meu quartoo! hahaha já o vesti com chapéis e bolsas. Emannuel ate sugeriu que vestíssemos-lo com cueca velha e sutiã! ia ficar shooow, né nao, diga aí?
A melhor parte foi quando meu pai chegou, saltei dizendo: "Paai, vem ver meu novo amigo, lá no quarto!" hahahahahaha Empalideceu o coitado...
São bons esses momentos que vemos a familia reunida, brincando, ouvindo musica, dançando e trabalhando. Que delícia!
...isso é alegria, isso é amor, minha gente.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Tédio
nada pra fazer... so quero escrever pra combater a solidao do dia inteiro cansada da vida, refletindo e concluindo que é tudo uma grande merda e que a unica forma de se livrar dela é simplismente ignorar. mas poha! dar as costas pra tudo? com tanto problema por ai.. tentamos ajudar mas sempre frustrados, pois a cada pequena conquista, uma grande decepção!
Pra onde vamos? nao importa.
O que fazemos aqui? nunca iremos saber
Agora, so resta o óbvio: se conformar. ...mas que ideiazinha mais cliche, entediante. nem emoçao nenhuma de "ahh, vou pro inferno; que se foda" naaaao, nem isso!
Mas que diabos!
O ser humano me cansa.
Já sei! vou me isolar no meu mundinho e ser feliz!
Ah! entao vou lutar contra as injustiças do planeta!!
e ai? dias da vida desperdiçados?
o que te faz feeliz? comer brigadeiro? ENTAO COMA! sexo? ENTAO FAÇA! assistir a filmes, ler livros? ENTAO ASSISTA, LEIA!
deixe ser e pronto.
Pra onde vamos? nao importa.
O que fazemos aqui? nunca iremos saber
Agora, so resta o óbvio: se conformar. ...mas que ideiazinha mais cliche, entediante. nem emoçao nenhuma de "ahh, vou pro inferno; que se foda" naaaao, nem isso!
Mas que diabos!
O ser humano me cansa.
Já sei! vou me isolar no meu mundinho e ser feliz!
Ah! entao vou lutar contra as injustiças do planeta!!
e ai? dias da vida desperdiçados?
o que te faz feeliz? comer brigadeiro? ENTAO COMA! sexo? ENTAO FAÇA! assistir a filmes, ler livros? ENTAO ASSISTA, LEIA!
deixe ser e pronto.
desenterrando o passado
Caara, como alguns poucos anos fazem tanta diferença nessa fase da vida. Encontrei fotos de sei lá, 3, 4 anos atrás.. que diferença!
O mais engraçado é olhá-las e pensar " nossa, como eu era criança, que vexame..." hahah
O mais engraçado é olhá-las e pensar " nossa, como eu era criança, que vexame..." hahah
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