quarta-feira, 6 de julho de 2011

Registros

Li hoje a publicação de Jones Mota que fala da importância do registro e publicação de processos criativos e concordo plenamente.
Quando mais nova admito que também sonhava que algum dia alguém iria encontrar meu caderninho de poemas e que ele viraria um livro... Hoje sou um pouco mais humilde a respeito de minhas ínfimas criações e, inclusive, temo o o dia em que alguém descubra minha confissões. Na verdade, sempre temi que meu diário fosse descoberto (por isso tive somente um, e por pouco tempo - minhas revelações eram muito íntimas para que eu cogitasse a possibilidade de alguém descobrir!), uma vez o escondi tão bem que nem eu mesma consegui encontrar mais - só fui encontrá-lo dois meses depois. Até hoje ainda me incomoda que alguém desautorizado descubra minhas secretas anotações, mas, atualmente, estou descobrindo a lidar melhor com meus sentimentos - e as anotações estão me ajudando bastante nisso (parece que passando pro papel, aquele desabafo passa a pertencer ao caderno e à tinta, não mais à minha angústia).
Bom, mas não era disso que se tratava esse relato. Eu, com minha cabeça "avoada", tenho mania de guardar recordações em forma de bilhetes, presentes, papeis de bala e/ou variadas formas em caixinhas - como lembretes materializados de bons momentos(e de alguns maus momentos também - pra se lembrar as vezes de que nem tudo são flores na vida) para que eu não me esqueça nunca mais. Meu maior medo é não ter histórias pra contar a meus netos, apesar de ter vivido muitas, por não me lembrar. Portanto, passarei a registrar mais a minha vida (não que a considere uma obra de arte que mereça ser registrada - relembrando o texto de Jones). Deixarei de lado parte do meu "medo" e esse blog servirá de suporte para guardar algumas notas, fotos, videos e afins!
Sendo assim, leitores (haha - quais?): dirvitam-se com o "espetáculo" da minha vida!

sábado, 11 de junho de 2011

O Fim dos Relacionamentos no Verão de Regiões Tropicais

"eu vou só explicitar fatos e vc vai entender fácil fácil"
Por Akinyemi
pense num casal hipotético
eles acabaram de sair das suas respectivas atividades matinais e querem se encontrar pra almoçar
(tudo isso está acontecendo em salvador 10 de dezembro)
ai o garoto tá saindo da pituba pra encontrar a namorada no shopping barra
foi pro ponto de ônibus naquele sol infernal de 13hrs
esperou seus 30 minutos pelo Campo Grande R2, e qndo percebeu estava parecendo que tinha acabado de bater um baba
todo suado ele desiste de ir direto pro shopping e decide passar em casa(Rio Vermelho)
sua amada já chegou no shopping e o aguarda impacientemente
qndo ele chega em casa lembra de pegar aquele livro que ele havia comprado pra ela
ela liga e pede pra ele se apressar, perguntando ininterruptamente onde ele está e ele só "calma amor, tô chegando"
devido a pressão psicológica ele se esquece do livro
e vai pegar o busu pra encotrar a menina, meio pirado já
qndo entra no ônibus, CHEIÃO!
vai em pé, com calor, pirado que esqueceu o livro...
ela liga no meio do caminho e ele, já sem muita paciência, responde friamente que esta a caminho
pronto, enfim encontraram-se
ela já não está tão feliz pq vai acabar se atrasando pro inglês, ele acha que ela não valorizou tanto seu esforço em encontrá-la...
daí é só repetir isso mudando as variáveis umas 3 vezes
e voila, fim de relacionamento!

Moral da história: namore no inverno!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Art.1º: "Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

[...]
Art.4º:
VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos;

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

Art.5º:
[...]
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;



dúvidas? clique aqui: Constituição

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Observações Cotidianas

É verdade... estamos rodeados de vagos preconceitos e ultrapassados estereótipos, idependente da origem ou do conteúdo, inevitável é que existam. Possível é que nos permitamos enxergar além, mas difícil é convencer o outro do mesmo. Infelizmente, a grande maioria carrega consigo o velho pensamento, a convenção é mais forte que as asas do pensar.
Triste é ver que a luta a favor de igualdade, liberdade e fraternidade se concretize. Uma luta de mais de séculos ainda hoje não foi vencida, ideais de libertários do século 18, direitos básicos de um ser humano, condições mínimas de respeito ainda hoje, século 21, não são respeitadas e compreendidas da devida maneira. O egoísmo, o pensamento individualista, os velhos e maus costumes, a insensibilidade ainda soberam, causando-me revoltosa incredualidade com tamanhos absurdos ainda existentes.
No entanto, devo admitir, não posso sustentar essa visão tão inocente perante a humanidade. Sempre houve, há e sempre haverá perversidade entre nós. A raça humana é dotada de racionalidade, que lhes permite ser e ser o que a cada um advir. Não posso negar que o caos é inerente ao homem e que até o fim dessa espécie, haverão disputas por meras causas, por poder e glória. Somos movidos pela gana, pela paixão e pelo instinto de sobrevivência, no entanto, cabe a cada si discernir essas forças motoras e atribuir a cada uma delas o valor que lhes convinher.
Cada qual com seu cada qual, a vida segue. Não poderei nunca, nem com uma gloriosa revolução, tampouco aos moldes franceses mudar o rumo do mundo, por isso, enquanto isso, vou mudando o rumo das minhas reflexões, contagiando ou não aqueles que alcanço, tentando sempre alcançar a evolução do pensar.

-

Confusões e confusões. Hormônios à flor do juízo. Só quero para e indagar. mas a quem? Me resta o grito: -.

domingo, 15 de maio de 2011

Romances

Hoje assisti à Peça "Romance - Volume II", Com Marisa Orth, um show musical que fala das diferentes fases dos relacionamentos de forma interativa e descontraída. O fato é que a cada música eu me lembrava de alguém com quem passei por situações diferentes, desde o meu primeiro namorado.
É engraçado como nós mudamos, e como essas pessoas me mudaram. Cada um em diferentes situações, diferentes épocas e contextos, cada qual com suas manias e personalidades, me ajudaram a descobrir o mundo, me ajudaram (e ainda ajudam) a me fazer "mulher".
Hoje eu relembrei cada um deles: todos os relacionamentos que contribuiram para meu crescimento de alguma forma.. Por isso, obrigada àqueles que me fizeram feliz, desejada, e também àqueles que me fizeram fortalecer por não corresponderem às minhas expectativas - afinal de contas, tudo isso faz parte.
Ainda virão outros relacionamentos, mais aprendizagem, mais paixão e muito mais amor! (Bom, ou pelo menos assim espero...)

sábado, 30 de abril de 2011

Foda-se, por Millôr Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de"foda-se!"que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta."Não quer sair comigo? Então foda-se!"."Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo?Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os
palavrões não nasceram por acaso São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!" O "Não, não e não!" e tampouco e nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não,absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maiorinteresse em sua
vida.Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação,mas também o justo escárnio contra descarados blefes,que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma",como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone","repone" e mais recentemente o "prepone"- presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!",falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda:"Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu ograu máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:O que você fala? "Fodeu de vez!".
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

identidade

busco ser eu
ter o que construir
ser dono de mim
meu dia
mistério
sou imprevisível
mas é possível me entender
sou dono de mim
transparente
inconsequente?
jamais!
anseios breves
constantes
confusão
minhas ideias
não são suas
não tente entender
quero ser eu e não você
sou mistério
e meu dia
imprevisível
confusões a cada novo
o que sinto
sou dono de mim
minhas ideias
são minhas
não são suas
não tente entender
quero ser eu
não você!

(Tiago Portugal, 11.03.11 às 01:52 a.m.)

musicalizando

cada nota
uma canção
diversos ritmos
o meu coração
já não sabe o que sente
tanta coisa em mente
que a razão não entende
dúvidas não são incomuns
o que sinto não sei
tanta coisa nova
e surpreendente
certeza de nada tenho
e assim vivo cada dia
na emoção do novo
e na revolução do que sou
então vou escutar
cada nota
a canção
pra e identificar com o ritmo
e energizar o meu coração

(Tiago Portugal, 11.03.11 às 01:32 a.m.)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mil numa

Sou mil em uma só,
desejos e incertezas

A linha tênue entre medo e satisfação não é longa
Mas poderosa e difícil de se alcançar
Ao mesmo tempo em que está a somente dois passos de distância:
O primeiro passo é levantar
O segundo é caminhar.
E só

O instinto está no prazer
O pudor está no querer

As violações dependem somente da regra imposta
E a resposta...
está ali
ou melhor, AQUI.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Senhas

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto.

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

(música de Adriana Calcanhoto)

sábado, 8 de janeiro de 2011

ruínas

Andando por aquele lugar desabitado, o medo tentava me preencher - não poderia me permitir à esse luxo. Frases flutuavam na minha imaginação, como num desenho animado. No escuro, meus passos quebravam o silêncio e aquele ritmo contínuo me envolvia. Em alguns momentos, via sombras, ouvia outros passos e alguns sussurros, mas eu me recusava a olhar. Com os braços cruzados, sozinha, ergui ainda mais a cabeça e segui em frente. Nas ruas da cidade, meu corpo era como um farrapo e eu era só uma alma a vagar, compulsoriamente. Aquelas ruas que retratavam minha infância não significavam nada, as pessoas que passavam por mim eram indiferentes. Enquanto seguia meu pensamento voava num ritmo ímpar, já não sabia mais se aquilo tudo era real ou não. Mais adiante, meus braços se descruzaram e me senti muito mais forte e completa. Aprendi a lidar com a noite, a melancolia deu espaço à lembrança para que o escuro se esvaíssse em luz.