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inutilidade adolescente, pra quem nao tem o que fazer e precisa só ter um espaço pra falar o que quiser sem se preocupar com absolutamente nada, onde possa desabafar, questionar, merdificar e inexistir.
sábado, 8 de janeiro de 2011
ruínas
Andando por aquele lugar desabitado, o medo tentava me preencher - não poderia me permitir à esse luxo. Frases flutuavam na minha imaginação, como num desenho animado. No escuro, meus passos quebravam o silêncio e aquele ritmo contínuo me envolvia. Em alguns momentos, via sombras, ouvia outros passos e alguns sussurros, mas eu me recusava a olhar. Com os braços cruzados, sozinha, ergui ainda mais a cabeça e segui em frente. Nas ruas da cidade, meu corpo era como um farrapo e eu era só uma alma a vagar, compulsoriamente. Aquelas ruas que retratavam minha infância não significavam nada, as pessoas que passavam por mim eram indiferentes. Enquanto seguia meu pensamento voava num ritmo ímpar, já não sabia mais se aquilo tudo era real ou não. Mais adiante, meus braços se descruzaram e me senti muito mais forte e completa. Aprendi a lidar com a noite, a melancolia deu espaço à lembrança para que o escuro se esvaíssse em luz.
